Quer sair do Brasil? Veja as opções e como se planejar


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É cada vez mais crescente o número de famílias brasileiras que tomaram a decisão de irem morar no exterior, em países como Estados Unidos, Austrália, Canadá, Israel, Nova Zelândia e Irlanda, só para citar alguns. Mas o que tanto as tem atraído para essa emigração?

A explicação mais verdadeira, que não deixa de ser triste, é que há mais motivos para não ficar no Brasil do que atrativos naqueles países. Muitos desses brasileiros estão deixando o pais, com família e com os negócios, principalmente devido ao atual ciclo negativo da economia local. Mas engana-se quem pensa que esse movimento acontece somente com empresários e milionários. A classe média também está de mudança para outros países. E nesse caso, a falta de segurança também tem sido fator considerado no momento dessa tomada dessa decisão.

Obviamente que os Estados Unidos continuam figurando entre os países mais cobiçados para se viver, por serem uma potência global e oferecerem um nível de qualidade de vida muito superior aos padrões internacionais.

Mas trilhar um novo caminho em terras estrangeiras pode não ser tão simples, se não forem tomadas as devidas providências antes de fazer as malas, a começar por um bom planejamento financeiro. Essa providencia passa por algumas das questões abaixo:

    • Em qual país/cidade você gostaria de morar?
    • Com qual padrão de vida você pretende viver lá?
    • Quanto tempo vai levar até você começar a ter renda?
    • Quais os custos locais de saúde, educação, transporte, moradia etc?
    • Como deverá ser minha aposentadoria lá?
    • E por fim, quais os custos para obter visto para toda família?

 

Aliás este último, é quesito primordial para quem pretende permanecer legalmente fora do Brasil, principalmente nos EUA. Por isso, é preciso avaliar criteriosamente.

Por exemplo, na terra do Tio Sam, são dezenas de opções de vistos, dentre as quais deverá ser escolhido o que melhor se enquadra ao seu perfil.  Até porque ninguém gostaria de, posteriormente, enfrentar problemas com as autoridades norte-americanas, certo?

Dependendo da categoria de visto, a contratação de um advogado em solo americano se faz necessária. Alguns vistos são obtidos diretamente no consulado pelo próprio solicitante; outros deverão ser requeridos perante o Departamento de Imigração, por um advogado legalmente constituído nos EUA.

Vale aqui algumas observações para os mais desavisados. Quem pensa que matricular-se em um curso de inglês é uma boa alternativa para garantir a permanência em terras norte-americanas, deve observar que o visto de estudante não pode ser utilizado pelo estrangeiro que intenciona residir lá em definitivo, pois ao término do curso ou do tempo de estágio vinculado ao programa de estudos, o estudante terá 60 dias para deixar o país. Também não é recomendável entrar como turista para depois procurar um emprego.

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Dito isso, quais então são as opções de vistos de trabalho? Um exemplo é o H1B, que consiste em uma autorização de trabalho temporária. De vez em quando, os Estados Unidos têm a necessidade de buscar no exterior mão de obra qualificada e esse visto é disponibilizado. Vale frisar que a ocupação a ser desempenhada pelo profissional naquele país precisa estar diretamente relacionada com a sua formação acadêmica. Este visto, também conhecido como Golden Visa, tem uma concessão limitadíssima.

Outro tipo de visto de trabalho muito procurado é o L1, que regulariza a transferência de executivos e funcionários de uma empresa transnacional. O titular do visto pode ser acompanhado pelo cônjuge e filhos menores de 21 anos. O período máximo de concessão é de 7 anos, mas através dele pode ser solicitado o visto de permanência (Green Card).

Agora, quem pretende investir nos EUA pode solicitar o visto EB-5. Neste, o investidor estrangeiro deverá aportar 1 milhão de dólares em área com alta taxa de desemprego ou 500 mil dólares em área rural. O investimento deverá gerar e manter, pelo prazo mínimo de 2 anos, 10 postos de trabalho full time – empregados americanos ou imigrantes com Green Card.

Sobre os demais países, existe a facilidade da segunda nacionalidade. Mas vale ressaltar que cada país possui critérios específicos e determinados para essa obtenção e, em sua maioria, o critério básico é o vínculo sanguíneo. Isso significa que o candidato deve possuir ancestral nascido no país de destino. Na Itália, por exemplo, o requisito para obtenção da cidadania é ter ancestral nativo do país, independente do grau geracional (bisavô, tataravó, trisavô).

Não poderíamos deixar de falar sobre aquisição de imóveis, especificamente nos EUA.

Ao contrário do que muitos pensam, comprar um imóvel naquele país não garante visto de permanência definitiva lá. Alias para essa aquisição, basta possuir passaporte com visto de turista atualizado, comprovar renda através de extrato bancário ou declaração de Imposto de Renda e, via de regra, abrir uma conta em um banco americano. Sendo assim, basta encontrar um corretor de imóveis confiável para orientar sobre as melhores oportunidades do mercado. Mas já há muitos brasileiros atuando como corretores lá.

Enfim, para aqueles que pretendem deixar o Brasil em busca de novas oportunidades, seja nos EUA ou em outro país, fica aqui algumas dicas:

    1. Planeje! Como diria um famoso catedrático: “A melhor forma de prever o futuro, é planejando-o.” Estamos falando de planejamento financeiro. Antes de qualquer coisa, contrate um com, pelo menos, um ano de antecedência da realização desse seu projeto de vida;
    2. Evite problemas de imigração! Providencie o visto que melhor se enquadra ao seu perfil ou viabilize a sua dupla cidadania. Não tente se estabelecer em outro país sem estar devidamente legalizado;
    3. Cuidado com a tributação! Nos EUA por exemplo, todos os residentes por mais de 183 dias, distribuídos proporcionalmente ao longo de três anos, devem pagar imposto de renda sobre a sua receita mundial. Sendo assim, toda a renda brasileira deverá ser computada na base de cálculo do imposto de renda devido aos EUA;
    4. Fique atento antes de adquirir o imóvel! Verifique a documentação, escolha a melhor forma contratual para efetivar a compra (pessoa física ou jurídica), certifique-se dos tramites burocráticos para efetuar o pagamento. Um bom corretor de imóveis local e a assessoria de um advogado no Brasil podem tornar o processo mais seguro;
    5. Se a pessoa já está legalmente no exterior e pretende empreender e abrir novos negócios, vale a recomendação de buscar suporte jurídico local para planejar a vida fiscal do empreendedor e do empreendimento;

A excelente notícia é que, se você mantiver contigo o seu planejador financeiro quando já estiver de mudança ou já estiver lá onde escolheu para criar raízes, em todas as etapas ele pode te ajudar.

Agora é só sonhar, planejar e arrumar as malas!!

 

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Delano_

Quer sair do Brasil?

Veja o Censo do IBGE com a estimativa de brasileiros morando no exterior: http://www.brasileirosnomundo.itamaraty.gov.br/noticias/censo-ibge-estima-brasileiros-no-exterior-em-cerca-de-500-mil/impressao

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