Como o Câmbio influencia a Inflação?


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câmbioDiversos economistas divergem sobre em que momento uma apreciação ou depreciação cambial  influenciará na inflação, mas todos concordam que a influência é certa ainda que possa ocorrer a longo prazo.

Em relação à economia real, uma variação cambial surtirá efeitos de forma mais lenta e em menor grau; isto é, a alteração nos preços dos alimentos de uma cesta-básica ou do transporte público serão percebidos a longo prazo e em menor escala, diferentemente do que ocorre na indústria, em que muitos componentes são importados e a alteracão nos preços fica muito mais evidente. Aqui cabe um comentário adicional: é importante observar também o movimento dos preços das commodities (produtos como soja e café), que poderá anular ou potencializar a inflação dos alimentos, quando combinado com uma variação cambial.

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No mais, o repasse nos preços por conta de uma variação cambial ocorrerá em maior ou menor grau dependendo da abertura da economia. Tomemos como exemplo o mercado de automóveis: se houver uma nova depreciação cambial (ou seja, dólar subindo), os carros importados ou os que possuem muitos componentes importados ficarão ainda mais caros, o que elevará a demanda por carros nacionais. Por sua vez, este aumento na procura por carros nacionais deverá pressionar o aumento do  preço destes bens, obedecendo a Leia da Oferta e da Procura.

Outro mercado fortemente afetado por uma apreciação ou depreciação cambial é o Turismo. Em uma viagem internacional,  praticamente 100% dos componentes, tais como diárias de hotel, passagem aérea e compras no exterior, é precificado em moeda estrangeira,  sendo imediatamente afetados pelo câmbio. Neste sentido, em períodos de depreciação cambial, os brasileiros acabam optando por pacotes turísticos nacionais e, da mesma forma que no mercado de automoveis, o aumento na demanda  termina pressionando a inflação nesta indústria.

Desta forma, pode-se dizer que o câmbio é também um instrumento para controle da inflação,  devendo ser utilizado sempre com cuidado e combinado com outros instrumentos,  pois trata-se de uma variável cujo controle por parte do governo brasileiro é limitado. O câmbio é muito mais sensível ao humor externo e ao do capital estrangeiro especulativo; este último, em qualquer sinal de crise, foge dos países de maior risco para os países de moedas sólidas, principalmente Estados Unidos da América, porto seguro em momentos de grandes turbulências.

Concluindo, de uma forma geral, uma depreciação cambial acaba ajudando diversos setores do mercado interno, mas há o contra-ponto da inflação a ser considerado, por este motivo é um instrumento delicado e importante, que pode afetar a vida de brasileiros que nunca viram uma nota de 1 dólar na vida.

 

 

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Veja a cotação do câmbio de hoje, aqui: http://economia.uol.com.br/cotacoes/cambio/

 

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